Tremer, tudo bem. Só não pode mudar de nome…

“Tudo no seu tempo. Cárdenas é nosso! #Galo”. Nepomuceno não é turco, nem atende pela alcunha de Kalil, mas com essas poucas palavras, tuitadas na noite de terça, conseguiu agitar Minas Gerais. Do mesmo jeito que o seu antecessor fazia. E com maestria, diga-se de passagem. Bastou ele tuitar, para que os celulares da Massa começassem o apito desenfreado, tal qual bateria de escola de samba em ensaio para desfile na avenida.

O meu apitou até as primeiras horas desta quarta-feira. Atleticano comemorando e Maria chorando. Ou seria tremendo? Tanto faz. É engraçado isso em Minas Gerais: notícias do Galo sempre mexem com os dois lados da lagoa mesmo. O que teve de Maria ‘debochando’ da contratação não está nos gibis.

Isso é uma prova cabal de que Nepomuceno acertou em cheio nessa. O Palmeiras queria. O time da Enseada também. Mas o colombiano, que não é nada bobo, sabe bem onde deve jogar em 2015. Escolheu certo. Viu Pratto, Dátolo, Luan, Leonardo Silva, Victor e Donizete com sangue nos olhos de um lado. Olhou pro outro e se deparou com uma debandada geral, o medo e o goleiro de costas com as chaves da sede na mão.

Escolha fácil, não? De um lado, um horizonte promissor. Do outro, o famoso ‘o último a sair que apague a luz’. Elementar, meu caro Sherman. Seja bem-vindo. Junte-se aos que jogam com vontade e que vestem o manto tal qual torcedores. Aqui é assim e você logo vai entender. Pratto chegou outro dia e já sabe bem o que é vestir o alvinegro que enlouquece o povo mineiro.

Voltando aos apitos do celular, é curioso ver a tremedeira ‘duladilá’ da lagoa até mesmo fora das quatro linhas. Foi assim quando Kalil trouxe o então Ronaldinho Gaúcho, que aqui se tornou Ronaldinho Mineiro. Foi assim quando Tardelli voltou, quando Victor chegou e quando o paraguaio amigo escorregou. Eles tremem. Todos sabem. E tremem até mesmo com uma simples notícia: Cárdenas é do Galo! Para eles, a senha do desespero. Ou seria a manifestação do tal ‘Parkinson’?

Fico aqui pensando o seguinte: tremer faz parte, é como se fosse da ‘índole’ deles. Está intrínseco. Agora, mudar de nome de novo? Acho que não é pra tanto, né? Até respeitamos se essa for a melhor saída, mas fica a dica: Yale não vale. Ypiranga já foi. Palestra já era. Tem que pensar em algo novo. Haja criatividade pra esse povo que veste azul e vive tremendo…

Fonte da Imagem: Archivo/VANGUARDIALIBERAL

Compartilhe!
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Deixe sua Opinião