Tricolor bate recorde de incompetência em uma mesma semana

Enfrentar o Botafogo, no Morumbi, sempre foi certeza de três pontos. A questão sempre foi de quanto ganharíamos. Isso intensificou-se na última década, período no qual o time carioca tornou-se totalmente inexpressivo e apequenado.

Se o famoso jargão de Galvão Bueno era ‘Tá em crise? Chama o Chile!’, podemos dizer que ‘Tá em crise, chama o Bota!’ não era muito diferente.

É, mas assim como a seleção brasileira vem tendo dificuldades com a chilena, inexplicavelmente o São Paulo vem tendo dificuldades com todos os times que disputam o Brasileiro, seja ele grande, médio ou pequeno. Pior que isso, nem o fator casa é capaz de alavancar o Tricolor aos triunfos.

Os pontos desperdiçados diante de Botafogo, Chapecoense, Galo, Sport, Atlético-PR e Internacional, todos eles em casa, nos colocariam na ponta da tabela caso tivessem sido conquistados.

Se dermos uma olhada nos times que estão no topo, não há nada de especial em nenhum deles. Entretanto, ao menos fazem valer o fator mando de campo. Já o Morumbi deixou de ser nosso diferencial em jogos nacionais há algum tempo. E isso vai muito além da presença de público (o recorde do campeonato registrou-se em um empate frente à Chapecoense).

O fator campo vai além. É o sentir-se em casa, sentir-se ‘dono dessa porra e aqui ninguém ganha de nós’. É o conhecer cada atalho do campo, cada centímetro da altura do gramado, cada imperfeição, cada saliência da marca de cal. É a identificação. É saber que se está atuando em um dos maiores templos da história do futebol mundial e fazer jus a isso.

Mas a partir do momento em que a mais tradicional equipe do futebol brasileiro, o único Tricolor possível, respeitado nos quatro cantos do mundo por seu emblemático vermelho, branco e preto, joga em CASA com um uniforme todo AMARELO, você percebe que deixou-se de respeitar sua história, seu estatuto, suas origens…

E nada contra a Under Armour, que vem produzindo as mais belas vestimentas da história do clube. A Under está apenas fazendo seu papel, instituindo uma tendência global de variedade de materiais esportivos visando o consumo de massa. Entretanto, há (ou deveria haver) uma diretoria capacitada para prontamente vetar algo que fuja das tradições e particularidades da instituição SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE.

Como se já não bastasse termos jogado outrora de chumbo e vinho, que ao menos se assemelham às cores oficiais do clube, agora me apresentam uma amarela. Que tristeza!

Se você acha que tragédia pouca é bobagem, o escolhido para tirar-nos da incômoda posição na tabela é o senhor Ricardo Gomes. Aí lhe pergunto: qual o critério utilizado para sua escolha? Qual a sequência de bons trabalhos que o credenciam a ser o escolhido? O que RG ganhou na vida como treinador? Qual a sequência das recentes filosofias de Osório e Patón que será sequenciada pelo arcaico Ricardo Gomes?

Ricardo Gomes não tem pulso, não tem currículo e não tem o menor suspiro de inovação para comandar uma equipe que ainda precisa ser reconstruída após as saídas de Calleri, Ganso. Aposto, por exemplo, que Gomes escalará Bastos em sua estreia. Quer apostar?

Pensemos grande, porra!
Pensemos menos em Kieza, Gilberto, Chávez, Getterson, Ytalo, Gomes.
Pensemos mais em Hernanes, goleiro de seleção, treinadores modernos, títulos…

Medalha de ouro, prata e bronze, com recorde olímpico e mundial para essa diretoria que não consegue parar de apequenar o mais vitorioso clube deste país.

 

Imagem: noticias.uol.com.br

Compartilhe!
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Deixe sua Opinião