Ufa, passamos! Mas Abre o olho Felipão…

Desde que o Chile foi confirmado como primeiro adversário na fase de mata-mata, diversos meios de comunicação e treinadores de plantão já diziam “Vamos ter que jogar melhor do que jogamos até agora para vencer eles”. Eu era mais um a dizer isso.

Jogo começou e nos primeiros minutos consegui enxergar uma seleção mais compacta, jogando pelas laterais e ganhando território no meio-campo, o setor mais prejudicado na primeira fase pelas subidas desvairadas dos nossos laterais. Enfim Felipão tinha achado a chave para um bom futebol e Paulinho realmente era o fusível queimado do nosso esquadrão.

Outra coisa que foi dita durante a semana é que a defesa de pebolim do Chile tinha na estatura seu maior dilema. E foi por ai que abrimos o Placar. De zagueiro para zagueiro em uma tabelinha após cobrança de escanteio da nossa estrela Neymar. David Luís, 1×0.

Minutos após o gol, a equipe mexicana saiu para o jogo e em poucos minutos, via Hulk e Oscar se sacrificando taticamente para acompanhar os laterais adversários na marcação e tentando recompor nossa lateral. Começamos a perder o meio campo, e em um erro de um atacante que não tem cacoete para tal, entregou a bola ao adversário e Alexis Sanchez empatou. 1×1. E o mesmo Alexis Sanchez, jogando pela zona morta do lado direito da nossa defesa, fazia o que queria em nosso campo defensivo.

Terminamos o primeiro tempo diferente do inicio do jogo, voltamos a ser o Brasil dos jogos contra México e Camarões. Notoriamente, Fernandinho não era a solução para a desordem no meio-campo e para falta de criação para que nosso centroavante recebesse as bolas mais próximo do gol adversário.

Começou o segundo tempo e junto com ele, Hulk que falhou no gol mexicano,  entrou em campo para mudar a situação. Era notoriamente o jogador mais empenhado em tentar mudar algo para nossa seleção. Esqueceu o peso nas costas que temos para vencer e deixou de fazer o certo garantido pelo ousado que poderia dar errado. E conseguiu, ou melhor, conseguiria se o Juiz mais famoso do mundo Howard Webb, não anulasse o gol, legitimo em minha opinião, mantendo o dilema da falta de criação do nosso meio campo.

Oscar tragicamente sumido e sem saída de bola dos nossos volantes, tínhamos os mesmos problemas em jogo novamente. E Felipão novamente errando em suas substituições, tirou Fred e Fernandinho e colocou em campo Jô e Ramires como as soluções para nosso problema tático. “Mais uma vez não Felipão”, foi o que ouvi dos amigos mais chegados, afinal, não precisava ser nenhum gênio da bola para notar que nosso problema não era esse. Uma bola na trave do arqueiro Brasileiro no ultimo lance me fez perceber a sorte de vencedor que tínhamos ali.

E assim permaneceu pelos 90 minutos e pelos 15 minutos da primeira etapa da prorrogação.  No segundo tempo William entra no lugar de Oscar, o pior jogador Brasileiro Junto com Dani Alves, dos 3 últimos jogos. Mesmo fisicamente esgotados, conseguimos ter um meio de campo bem definido e pressionamos a equipe mexicana nos 15 minutos finais. Já era tarde. Que venham os Pênaltis.

Mas temos no gol o vilão da copa de 2010. O goleiro com falta de confiança, aquele que chora no Hino e não tem emocional o suficiente para ser goleiro de uma seleção. Aquele que sempre falha na hora “H” (apesar de ter falhado poucas vezes no gol Brasileiro). E agora? O que faremos?

Mesmo nos seleção perdendo 2 pênaltis Em 5 cobranças nosso arqueiro fez 2 defesas e tivemos uma bola na trave que nos colocou nas quartas de finais. Torcida Gritando “Éééh Júlio Césaaaaar…”. Em instantes esquecemos o vilão de 2010 e consagramos o herói das oitavas de 2014.

Obrigado Júlio, você garantiu minha bebedeira na próxima Sexta-feira.

Felipão chega de arroz e feijão, seja ousado e traga o Hexa.

Vamos Brasil!!!!

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