Um 2014 como todos os outros anos

Vamos chegando ao fim de mais um ano e, ao que parece, o próximo será igual…

O Palmeiras caminha para iniciar mais uma temporada sem qualquer planejamento de longo prazo.

Só que 2014 é o ano do centenário, da arena, da volta à série A…

Não há como negar que esta nova passagem pela segunda divisão é incômoda, é humilhante, é revoltante e é longa demais.

Mas, como não há outro jeito, ela deveria ter servido para que o clube recuperasse a tranquilidade interna; deveria ter servido para dar à torcida o mínimo de futebol dentro de campo; e deveria servir, sobretudo, para que pudesse ser iniciado o planejamento de 2014.

Contudo, na prática, grande parte disso não aconteceu…

Pra começar, na minha opinião (extremamente contestada por todos que já a conhecem), o professor Gilson Kleina deveria ter sido demitido em dezembro de 2012, após o fim do Campeonato Brasileiro com a confirmação do rebaixamento.

Vão dizer que ele não teve tempo pra arrumar a casa e evitar a degola… Vão dizer que a culpa toda foi do Scolari… Vão dizer que quando ele chegou já não tinha mais jeito…

Então, ele foi contratado pra quê? Pra cair?

Não !!!

O Palmeiras trocou de técnico pensando em se salvar!! Ou não??? Por mais improvável que pudesse ser…

Foi pra dar uma sacudida no grupo, mudar a filosofia. Afinal, o Felipão tava desgastado mesmo. O fato é que não deu certo. Caiu!!!

Por mais “quase impossível” que fosse, é certo que o Kleina teve a chance da vida e não aproveitou…

Então, rua!!!

Mas não, ele continuou…

Daí veio o Mirassol: 6 cocos e mais uma chance de mandar o técnico embora e contratar alguém de peso a tempo! E mais uma vez a diretoria bancou e ele ficou…

E assim vai ficando…

Se eu bem conheço o Palmeiras, tá na cara o que vai acontecer:

Vamos começar o ano com contratações modestas. Só pra variar…

Chega o campeonato paulista e ninguém tem ideia de como será o time pelo resto do ano…

Algumas derrotas pra times do interior e a torcida promete começar a pressão.

Brunoro vai à imprensa e emite a famosa frase: “O nosso treinador tem todo o respaldo da diretoria”.

Que, na verdade, significa: “Mais uma derrota e ele tá fora…”

Às duras penas o time se classifica lá pra quinto ou sexto lugar e já pega bucha logo nas quartas de final (tipo Ponte Preta, em Campinas)…

Se classifica… Passa pras semi e enfrenta um rival…

Pronto.

Basta uma eliminação pra Santos, São Paulo ou Corinthians pra explodir uma crise sem precedentes!!!

E aí, acompanhando as brilhantes administrações anteriores, a diretoria FINALMENTE decide demitir o treinador, porque a pressão da arquibancada já é insuportável: Muros pichados, protestos no CT, “saidinha de banco”, etc …

Mas aí a demissão do treinador vem no meio da temporada, quando a diretoria já perdeu a chance de ter contratado um Muricy, um Luxemburgo, um Abel Braga, um Mano Menezes, muito tempo atrás…

São nomes que, se tivessem sido contratados no começo deste ano de 2013, por exemplo, já estariam com o planejamento de 2014 em andamento, implementado mesmo durante a Série B. Isso seria ideal.

Um time fez isso em 2008. Estamos aguentando-o até hoje…

E, assim, vamos começar mais um ano…

Só que 2014 é o ano do centenário, da arena, da volta à série A…

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