Um colete é meu, professor…

Segunda com cara de quarta. Michel com cara de Kaká. São Paulo com cara de São Paulo. Esse era o sentimento do torcedor Tricolor descendo as rampas das arquibancadas do Morumbi.

Aquele que, assim como eu, resolveu tomar a saideira na porta do estádio minutos antes do início da partida, acabou perdendo a avalanche imposta aos esmeraldinos logo de cara.

Assim, quando entrei, os jogadores já comemoravam o segundo gol e o placar já anotava 2 x 0. E eram apenas 5, 6 minutos de jogo. Um pouco de raiva por ter me rendido à saideira, mas que logo foi superada pela alegria e tranquilidade adquiridas com o resultado parcial.

Um jogo que poderia ser bastante complicado já estava na mão logo aos 5 minutos. E não me venham dizer que 2 x 0 é o resultado mais perigoso que existe no futebol. Perigoso é estar perdendo, empatando ou até ganhando por apenas um de vantagem. Com dois tentos de vantagem, bastava cozinhar o galo e encostar na raposa.

Mas não foi isso que aconteceu. Para quem tanto viu o São Paulo atuar de forma monótona em diversas ocasiões, a postura da equipe frente ao Goiás foi surpreendente. Atuação firme, segura, com marcação forte e pegada desde os homens da frente.

Com uma zaga segura (que milagre!), o Tricolor correu alguns poucos riscos no segundo tempo. Nada que fosse capaz de preocupar a arritmia de Muricy.

Foi uma daquelas típicas noites em que todos tiveram boas atuações, até o improvisado Húdson. Entretanto, o grande ‘bam-bam-bam’ da partida foi Michel Bastos. E não só pelas três importantíssimas assistências. Michel armou, correu, chutou, marcou e até ‘se matou’ por bolas perdidas no melhor estilo Álvaro Pereira.

Pela sequência de boas atuações, Michel cria uma agradável dor de cabeça para Muricy na próxima quinta-feira (e demais partidas). Com a volta de Kaká, Michel teoricamente irá para o banco. Mas, se futebol é momento, a última péssima partida de Kaká em Chapecó e a atuação praticamente perfeita de Michel nesta segunda o credenciam a uma vaga no time titular.

Entretanto, ainda teremos a ausência de Denílson, expulso diante do Huachipato. Pode ser essa a saída para encontrar uma vaga para o camisa 7.

Como diz Muricy, nem tudo é uma maravilha nas vitórias e nem tudo é desprezível nas derrotas. Depois de expulsões infantis que prejudicaram o time em outras ocasiões (Figueirense e Flamengo), a noite desta segunda-feira coroa uma ótima sequência emplacada por ele nos últimos jogos.

Um colete parece ser dele.

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