Vai ter que ser Jason!

Um filme de terror. Assim pode ser definida a semana para a Massa. A começar pela derrota na final do Mineiro, quando entregamos de mão beijada para nosso rival a vantagem construída no primeiro jogo. Três dias depois, a derrota para o ‘time alternativo’ do San Lorenzo. Mas vamos por partes, como manda Jack, embora o nosso personagem principal para o momento seja outro.

Na decisão contra as Marias, parece que deu um apagão no time. Um gol nos primeiros cinco minutos, uma expulsão na primeira metade do primeiro tempo e uma lambança só nos 90 minutos. Nenhuma chance de gol, nenhum susto ao goleiro adversário, que, mesmo de costas, sairia ileso naquele domingo. Culpa de quem?

Muitos vão dizer que é do venezuelano. Mas alto lá! A Otero, o que é de Otero! Lembrar que ele prejudicou o time no salão de festas e esquecer que foi ele o principal nome na vitória no domingo anterior, no Palácio do Horto? Não. A culpa não é dele, embora tenha sido infantil no lance contra aquele lateral (nem sei o nome) do time do ‘ladilá’ da lagoa.

Outros culparão o árbitro, que deveria ter expulsado o Maria também. Fato que deveria ter sido expulso. Deixou o pé no começo da ‘jogada’, induzindo Otero ao erro infantil. E ainda sobrou uma mão no rosto do gringo após a cotovelada. Mas não dá pra dizer que a culpa é do árbitro. Do Larghi? Mexeu mal tirando Luan e Ricardo Oliveira, sim. Mas temos que dar crédito ao jovem interino-efetivo treinador. Com Oswaldo, pior do que estava, não ficava, né, Tiririca? Pois bem. Melhorou. Acreditem!

Procurar culpados é a primeira tarefa de torcedores e imprensa em casos de derrota. Não é muito difícil encontrar os SETTE erros nesse caso, minha gente. Pensem bem…

Na Argentina, mais uma vez o goleiro adversário poderia estar passeando na praça com o Papa que não sairia gol algum. Lá, Otero não foi expulso no primeiro tempo. Lá, o Larghi não tirou Luan e Ricardo Oliveira no intervalo. Sim, lá o juiz errou de novo. Mas convenhamos: pra quem tem a história que temos com Wright, Aragão, Simon, Márcio Rezende e os outros 36 ladrões de Ali Babá, devemos estar, no mínimo, calejados. Pensem mais SETTE vezes e certamente enxergarão a culpa para a limitação desse GALLO atual…

Elenco fraco! Diretoria pastelão! Falta de planejamento, o que também não é novidade pra atleticano algum. Simples a receita para o fracasso. Onde se aposta em Roger Guedes e Erik, meu amigo, não há de se ter sucesso. O torcedor sabe que a coisa tá feia. Como um filme de terror. Mas o atleticano sabe muito bem reverter situações complicadas. Desafiar o impossível, rir do improvável e gargalhar de ‘classificadaços’ faz parte da nossa vida! Logo, logo, está o Mano, pobre mano, a dançar de novo…

E é aí que eu queria chegar. A solução é ser Jason Voorhees. Vai ter que ser na raça, no terror e assustando quem chegar pela frente. A la Donizete. Com espírito de Luan. E apegando à Nossa Senhora da Camisa do Cuca, a santa protetora do atleticano. Senão, vai ser terrível.

Domingo começa mais um Brasileirão e o Galo é tão louco que nós já estamos pensando, sonhando e delirando. Acreditar é um dos nossos lemas, apesar de ter que pensar SETTE vezes se esse ano vai. O torcedor de futebol é mesmo iludido. Imagina quando se descobre que até mesmo o Jason é atleticano? Até ele, Gilvan? Claro, uai. Se 13 é Galo, que todas as sextas-feiras sejam com a cara de Jason. Agora vai!

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