Valdívia, você não é digno do Allianz Parque!!!

Todo mundo tem um amigo, familiar, ou um conhecido que é enrolado!!!

Sabe aquele cara que parece que tudo pra ele é mais difícil? Que chega nos lugares sempre atrasado, esbaforido, com a roupa amarrotada?

Pois esse é o nosso ídolo, craque, camisa 10 e capitão!

A vida pessoal dele, por razões óbvias, está longe de ser difícil, mas, por analogia e pelo seu histórico de confusões e contusões, me arrisco a enquadrá-lo neste rol de sujeitos atrapalhados…

É sequestro da esposa, é briga em concentração da seleção, é transferência cancelada, são expulsões de campo e…  LESÕES…. INFINITAS E INEXPLICÁVEIS LESÕES!!!

Sem dúvida, o episódio mais curioso de sua épica carreira é a aventura que começou nas Arábias e terminou na Disneilândia.

Na árdua missão de tentar entender o que houve, costumo me valer de um instituto do direito civil chamado vício redibitório, ou vício oculto.

Se trata de um defeito que macula a coisa, do qual o comprador não poderia ter conhecimento no momento da aquisição, portanto oculto, e que somente se revela no uso, tornando-o imprestável.

Então, o sheik pagou, o Valdivia arrumou suas coisas, se despediu de todos e rumou para o mundo árabe.

Foi recebido com festa no aeroporto. Deram-lhe flores, posou com o harém do sheik, ganhou carro, apartamento, tudo…

Eis que, em dado momento, talvez na descida de uma escada ou na subida na corcova de um camelo: Uma fisgada na coxa!!!

O sheik, que não é bobo nem nada, não rasga dinheiro e muito menos bebe petróleo, tratou de devolver a mercadoria.

Vício redibitório!!!

E nosso presidente, bem ciente da situação – da venda cancelada e, principalmente, da campanha sofrível no campeonato – tratou de recebê-lo como um mártir que retorna de sua jihad.

Deve ter dado graças a Ala…

Há alguns dias, com enorme esforço, obriguei meus dedos a digitarem breves elogios ao jogador.

Como disse, de fato é inegável a melhora da equipe com ele em campo. O elogio parou por aí… O problema é exatamente esse, minha gente!!!

Em algum jogo de vital importância, ele estará em campo?? A resposta, mais uma vez, é negativa!!!

Tal como ocorrido no ultimo domingo diante deles (as), no estádio de pedra e mal iluminado da Vila Sonia, ele não jogou.

E, hoje, diante do Sport, precisando desesperadamente de uma vitória, na inauguração da 1ª maravilha da arquitetura moderna… ele não joga…

E quando se trata deste cara, o sujeito esbaforido, suado, e atrasado que descrevi no começo do texto, os motivos são sempre obscuros.

Pois bem. Ele se lesionou em uma partida da seleção chilena.

Ora, quem não se lembra da entrevista dada logo após o fim da Copa do Mundo???? Na qual ele se despediu oficialmente da seleção nacional, anunciando a toda a comunidade chilena – como se ele tivesse o peso e a importância de um Marcelo Salas, ou de um Ivan Zamorano – a sua aposentadoria da Roja.

E agora, na reta final de um campeonato em que agonizamos desde a maldita primeira rodada, precisando somar pelo menos 6 pontos em 4 jogos, ele se ausenta…

Se ausenta, exatamente em virtude de uma lesão obtida em uma partida de uma equipe da qual ele estava oficialmente aposentado!!

Há quem diga que nossa diretoria, em mais uma demonstração de pulso fraco, não obteve a liberação do capitão junto à federação chilena… Aí é que está, meus amigos… Alçaram-no à posição de capitão!!! Deveria partir dele o bom senso de não abandonar o Palmeiras neste momento, manter a palavra da aposentadoria e não se render a um chamado inútil do Sampaoli para participar de amistosos igualmente irrelevantes.

Mas, uma coisa me conforta nisso tudo.

É saber que hoje, em um dos dias mais importantes e emblemáticos da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, este cara não terá o prazer de pisar naquele estádio no jogo inaugural.

Me alegra saber que este cara não terá o privilégio de desfilar naquele gramado como o ídolo que ele pensa que é!

Hoje, a ausência dele é sintomática de sua insignificância perante a história grandiosa deste clube, pois não é digno de pisar naquele gramado, pois devaneia, de forma prepotente, ser um ídolo do clube.

Insignificantes também são os 10 outros jogadores, claro (com exceção do Prass), mas estes sabem seu lugar e não têm a prepotência de querer ser o que a natureza não lhes permite!

VALDÍVIA, VOCÊ É NADA!!!!

E hoje, o ALLIANZ PARQUE terá de ganhar esse jogo sozinho!!!

Que assim seja.

AVANTI!!!

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