Valeu pelo Dodô

O atleticano que foi ao Independência ontem esperava mais. Mesmo ciente de que seria o time reserva que entraria em campo, reforçado por Victor e Josué, só a vitória interessava frente ao esforçado Figueirense.

Pela briga por uma vaga no G-4 e também pela expectativa criada no último jogo pelo Brasileirão, quando derrotamos, com essa mesma escalação, o Palmeiras em São Paulo. Talvez o torcedor alvinegro esteja ficando mal acostumado.

A expectativa foi frustrada com o empate por 1 a 1. Mas valeu a pena. Sobretudo pelo Dodô. É cedo para dizer, mas esse menino tem muito potencial e provavelmente figurará mais vezes entre os titulares na próxima temporada. Ele trata a bola com intimidade. Sabe o que fazer com ela. E, assim como o antigo Dodô, parece gostar de fazer gols bonitos.

De certa forma, o time todo foi bem no primeiro tempo, com um toque de bola envolvente e pressionando o adversário. O zagueiro Tiago, o lateral Pedro Botelho e os volantes – esses mais experientes – também agradaram. Sobrou talento, mas faltou objetividade.

No gol, o milagreiro de plantão, como era de se esperar. São Victor fez a parte dele, evitando que o Figueira abrisse o marcador antes. Mas não teve jeito: vitória catarinense nos primeiros 45 minutos, com gol no finalzinho.

A decepção ficou por conta de Marion, de quem se esperava mais. Desta vez, ele não conseguiu repetir as boas atuações das oportunidades anteriores. Pareceu desligado, mas também tem potencial, o que reforça o bom trabalho feito pela base alvinegra.

Na segunda etapa, ainda que tenha conseguido o gol de empate, o time caiu de produção. As entradas dos titulares Luan, Carlos e Dátolo não foram o suficiente para que a virada viesse. Acreditamos na virada, mas nem sempre o milagre se dará. Fica o consolo de continuar sendo um dos melhores mandantes do mundo.

Para quarta-feira, Levir já sinalizou que pode voltar com alguns titulares. Afinal de contas, é o Flamengo. Mais uma vez temos pela frente nosso maior rival além das montanhas de Minas. E só a vitória nos interessa. Porque a vaga na Libertadores é uma questão de honra. A partir de agora, a matemática só nos permite sonhar com isso no Brasileirão. Sejamos realistas, ainda que exista outra vaga em disputa na final da Copa do Brasil. Aí, meu amigo, a história é outra.

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