Vão-se os anéis, ficam os dedos

A novela Osório acabou. Com tantos vilões na trama, o professor optou por trocar sua dramática novela diária pelo morno seriado mexicano.

Isso! Isso! Isso!
O próximo capítulo de Osório será em Acapulco.

E assim vai o professor, rumo à realização de seu sonho de criança.

Talvez seja exatamente por esse sonho de criança que tenha optado pela terra de Roberto Bolaños. Talvez também não tenha se interessado pela aulas de Muay Thai, ministradas pelo Prof Ataíde.

Mas sonho não se discute. Por tudo que estudou e todo conhecimento que adquiriu, talvez disputar uma Copa do Mundo pela frágil seleção mexicana esteja aquém de seu potencial. Talvez se seguisse seu promissor trabalho no São Paulo Futebol Clube, instituição que o projetou verdadeiramente para o mundo dos grandes da bola, seu nobre sonho se materializasse defendendo sua própria pátria numa Copa do Mundo. Ou até uma Argentina, Itália, Alemanha, Espanha, Brasil… equipes que não jogam Mundiais, e sim ganham Mundiais. Quem sabe assim seu sonho se tornasse uma realidade nos futuros livros sobre futebol.

Mas ele foi. Favas contadas e recontadas.

E junto a sua partida, um turbilhão de incêndios invadiram o Morumbi. Eu acharia sem pé nem cabeça se os organizadores do futebol que jogo às terças e quartas saíssem verdadeiramente às vias de fato. Imagine então isso ocorrer entre o presidente e vice do maior campeão do futebol profissional brasileiro?

Caso a limpa na diretoria realmente se concretize, somada, evidentemente, à saída do presidente responsável pela maior crise gerencial da história do clube, eu proponho um brinde de todos nós ao tal do Iago Maidana, que indiretamente implodiu os bastidores do Tricolor.

Jogadores, técnicos, cortadores de grama, seguranças, presidentes, roupeiros e dirigentes vão passar.
Quem fica é o clube, sua história e sua torcida.

A crise é forte. Nossa camisa, muito mais.
Vamos, São Paulo!
Dia 21 está logo aí…

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