Vitória com DNA de Libertadores

Ufa!
Acho que essa exclamação foi proferida por grande parte da torcida Tricolor ao final da partida contra o time do Papa. No começo, parecia que ia, com uma bola na trave no primeiro minuto. No meio, parecia que não ia, com a dificuldade em entrar na zaga deles. No final, foi.

E foi de um jeito pra cair três degraus de arquibancada comemorando. Ou pra dar murro na parede de casa como desabafo. Enfim vencemos com alma de Libertadores da América.

Há tempos eu não via a torcida permanecer por minutos na arquibancada, cantando após o final da partida, precisando se restabelecer antes de tomar o rumo de casa. Há tempos a volta para casa não era com um sorriso no rosto após ter vencido um grande duelo. Aliás, foi a primeira vez em 2015.

O primeiro tempo foi feio. Pato saiu ao pisar em falso. Verdade é que era a primeira ‘sorte’ da noite. Apesar de não ser o meu escolhido para sair do time, alguém precisava sair para a entrada de Centurión, já que Luís Fabiano ainda tem cadeira cativa jogando com o nome.

Invariavelmente, é sempre no pé de Centurión que a jogada para de rodar, rodar, rodar, rodar, e enfim avança para dentro deles. O que todos nós esperamos de PH Ganso, este “vem ni mim”, o argentino faz o tempo todo. Se apresenta, briga, pede bola, se desmarca. Muito me agrada a postura e estilo deste rapaz.

Mais uma vez, PH neutro. Não lhe falta vontade, disposição, entrega. Lhe falta o brilhantismo ao qual o atribuem. Saiu vaiado, mas ganhou meu respeito ao sair do banco de reservas, atravessar o campo e ir comemorar o gol junto com os titulares da vez.

A propósito, faltou falar do gol. Lembro de olhar no relógio segundos antes e me desesperar com a batida dos 45. Instantes depois, olhei para meu relógio novamente para ver se ele ainda estava lá depois da intensa comemoração.

Michel, apesar de dever ainda as boas apresentações que nos acostumamos no ano passado, salvou a pátria, salvou nossa vida no grupo e salvou seus companheiros de protestos e indignação ao final da partida. Pelo contrário, saíram em meio a muita festa, sendo saudados pela torcida como no final de um espetáculo.

Ganhamos! Não foi um espetáculo, mas foi vitória de Libertadores. Que seja o combustível que faltava à equipe para engatar a quinta em busca da quarta.

 

imagem: veja/abril

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