Vitória Tricolor vista pelos dois lados do clássico

por Paulo Del Fiori: Nada mais a dizer…”

A cada rodada fica mais difícil a minha participação neste blog.

É extremamente frustrante defender o indefensável.

Sou uma voz sozinha, quase inaudível em meio aos desinteressados que hoje representam este clube, ou que deveriam representá-lo. Não posso mais invocar glórias passadas para tentar modificar esse terrível presente.

E acima de tudo, isso é cansativo.

O que eu posso falar desse goleiro Fábio? O que eu posso falar da lesão do Valdisney? Não dá pra falar mais nada…

Quem foi à Rua Javari no sábado de manhã agora certamente tem a sensação de torcer para dois times diferentes…
É difícil acreditar que um dia Oberdan Cattani seria substituído por esse coitado desse Fábio…

Que um dia nosso Matador teria que ser o Henrique…

Que a história desse clube centenário teria a desgraçada continuidade que estamos vendo nesta campanha…
Sim, são times diferentes! Não é possível…

Aviso a todos os palmeirenses mais novos:  O Palmeiras não é isso!!!

Mas se acostumem com ele assim…

O que eu, um simples torcedor, posso falar se o próprio presidente do meu clube acha que este time pode representar a história centenária da Sociedade Esportiva Palmeiras?

Às pessoas que acompanham nosso blog, minhas sinceras desculpas!!!

Por que eu simplesmente não tenho mais o que falar.

 

por Cassio Alves: “Nada como um Palmeirinhas pra espantar qualquer crise…”

É, amigos! Não tem jeito…

Quem nasceu para sorrir não fica com a cara emburrada por muito tempo. Agora quem nasceu para sofrer, é sofrimento atrás de sofrimento.

O roteiro não poderia ter sido melhor executado: mãozinha na coxa de Vasdisney aos 13 minutos e novas férias remuneradas para a maior enganação da história do futebol brasileiro e chileno (que piada pronta este cretino); gol de Pato em belo passe de Ganso, para dar injeção de ânimo a ambos; bela defesa de Ceni, seguida de escorregada medonha do atacante deles; e para encerrar, golaço de cabeça de Kardec, que passava necessidade do lado de lá do muro e trouxemos por 2 cestas básicas a mais, para desespero da torcida verde de raiva. Empurramos eles para a zona de rebaixamento. Que novidade!

O primeiro tempo foi definitivamente algo para todos esquecerem. Nos deixamos contaminar  pela ‘pequenês’ do time adversário e o jogo teve sequer uma finalização ao gol. Caso tivesse optado pelo sofá, ao invés de ir ao estádio ou se reunir no bar com amigos, a chance de cochilar durante os primeiros 45 minutos excedia os 90%. Sorte que meu copo tava cheio.

Já no segundo tempo, nossa superioridade ficou evidente. Tudo começou na eterna mania dos arqueiros palmeirenses terem dois pés esquerdos. Em uma espanada ridícula, a la Marcos, o goleirão coitadinho lançou Ganso na medida, que deixou Pato sozinho para abrir o placar.

Depois disso, tivemos mais 20 minutos de total domínio, mas por culpa do ‘Nobre’ bandeirinha, que engessou seu braço no alto e anotou incríveis TRÊS impedimentos incorretos em sequência, não aumentamos o placar.

Antes fosse apenas o bandeirinha. O árbitro viu pênalti em lance onde o fraquíssimo Edson Silva tinha seus baços junto ao corpo. Jogo empatado.

Outro fator já era sabido por todos: nossa defesa ia bater cabeça e foi isso que aconteceu após o empate. Os coitadinhos tiveram ao menos duas chances reais de virar o jogo, é uma pena que temos um idoso em campo que faz inveja a qualquer sub-20.

Quando o empate parecia certo, um cruzamento sem muita pretensão de Álvaro Pereira, que fez bela partida com a seriedade que o clássico merecia, Kardec subiu no décimo sexto andar e correu para o abraço, com sorriso no rosto por ter tomado a melhor atitude de sua vida ao pular o muro. Saiu do ostracismo e da beira do abismo para alcançar o ponto alto de sua carreira.

De quebra, ainda espantamos a crise e o fantasma que nos perseguia de perder jogos e pontos para times pequenos. Ah, eles vão cair DE NOVO!

Vale relembrar a ‘profetização’ feita na sexta-feira, 15/08, nas expectativas pré-clássico:

Profecia feita na sexta-feira

Vem comigo!
Tamo chegando…

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