Voadora ou Peteleco?

Realmente muitas vezes não da para entender esse São Paulo. Quem não teve, durante o campeonato, a sensação do “Agora vai”? Eu havia tido ao menos duas vezes esta sensação. Logo em seguida, vinha uma partida onde a falta de sorte não ajudava, seguida de uma partida sem muita inspiração, seguida de uma partida medíocre. Esses altos e baixos do time são intrigantes. Acho que ninguém compreende, nem mesmo o professor Muricy, que havia comandado uma semana atrás, uma daquelas partidas medíocres citadas acima, contra o time da Vila Belmiro.

Veio então o Vitória, no Morumbi, e mais uma partida daquelas pra deixar careca de cabelo em pé. Vencemos. Na vontade, no sufoco, nos minutos finais. A vitória contra o Vitória nos fazia respirar, ainda que sem muito ar. Na seqüência, teríamos nada mais nada menos que o Campeão Brasileiro (com sobras) de 2013. Qual São Paulo esperar? Aquele que entra em campo com a “agressividade” de um peteleco, ou aquele São Paulo da voadora, comendo grama como nos jogos contra Flu e Galo?

Apesar dos desfalques, Ao menos o retrospecto estava a nosso favor. A raposa vem sendo um grande freguês do tricolor nos últimos tempos. Distante do Brasil temporariamente, ajustei o alarme para 3 da manhã (horário do jogo em Munique) esperançoso, mas ressabiado. Aí então percebo que era daqueles dias que entramos na voadora, como Aloísio literalmente demonstrou (embora tenha sido no chefe). Uma atuação inteligente, segura e regida pelo velho Paulo Henrique Ganso que esperamos. Tudo bem, aquele gol bizonhamente perdido pelo Cruzeiro poderia ter mudado a história do jogo. Azar deles. Vencemos com autoridade; é com voadora.

Resta agora saber se no importantíssimo clássico de domingo, sem Ganso (suspenso), entraremos novamente desta forma.

Eu quero “voadora” neles!

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