Vocês não merecem meias brancas!

A mística começaria em 1976, quando íamos de Leão, Ademir, Jorge Mendonça, Edu, Nei…

Era o time que fazia do Palmeiras campeão ano sim, ano não.

Mas, na realidade, aquela turma das antigas não sabia que aquelas meias brancas, vestidas por acaso na final do paulista contra o XV de Piracicaba, fariam parte do riquíssimo folclore alviverde, 16 anos depois.

É que foi a outra turma, aquela do Evair, Edmundo, Roberto e do Zinho, chefiada pelo Luxemburgo e sob a espiritualidade do Robério de Ogun, que decretou: “O problema do Palmeiras está nas meias. Tem que ser branca agora, igual em 76…”.

Então, naquela final contra eles, lá fomos nós de camisas de mangas longas, listradas e com as tais meias brancas! Ali valia de tudo. Mandinga, superstição, amuleto, tudo… E deu muito certo.

Do massacre no Paulistão/93 em diante, as meias brancas passaram a socorrer a agonia palestrina sempre que preciso, geralmente contra eles. Foi assim também no Brasileiro/94, e mais depois.

Mas aí, de uns tempos pra cá, começaram a invocar o talismã com frequência demais. Vai gastando, perdendo a força. Vira placebo. Até o tal do pai de santo lá andou chiando, dizendo que banalizaram a cria espiritual dele.

Deixando o misticismo à parte pra quem acredita, pra mim, o pior não é a suposta banalização do nosso amuleto, não.

O problema são os pés que hoje calçam as nossas meias brancas. PÉS INDIGNOS.

Ao contrário do que muita gente pensa, o palmeirense não é mal acostumado, no sentido de ser mimado ou deslumbrado pelas tantas glórias do nosso clube, e que por isso não pode passar por um período ruim que logo abandona o barco. Não. Isso aí é coisa do pessoal lá de além-muro…

A essência da nossa gente é de batalha. É de ter brigado pra construir o nosso patrimônio lá na década de 1920, numa época em que não se podia depender de torcedor, que depois vira presidente da república e que depois vira criminoso condenado, pra enfim, sabe-se lá como, ter um estádio pra chamar de seu (na verdade tomos sabemos como…) No nosso caso, nem se pudesse, simplesmente porque não precisamos. Não é da nossa gente.

Então, quando se perde um jogo, ainda que seja na nossa casa e mesmo que seja pra eles, por mais puto que se esteja pelo resultado em si, o que não se tolera é time vestido de verde, branco e branco e SEM ALMA!!!

O time que “entrou” em campo ontem não faz jus ao traje que veste, eternizado por esses caras que citei aí em cima.

Não é hora de falar de tática, de escalação, de planejamento. Sobre isso há muito o que ser dito e que não cabe em um só texto. Então, haverá exclusividade aqui para falar do Seu Cuca, do Seu Alexandre Mattos, do Seu Mauricio Galiotte… Um texto pra cada um. Mas não agora.

Agora é pra falar da covardia que vi ontem desde as arquibancadas do Allianz Parque. Da paura de enfrentar um adversário que já estamos calejados de tanto bater. Na história, são eles quem tremem!!! Eles!!! Nunca o contrário!!!

Esse grupelho de hoje “sentou em cima” do título brasileiro do ano passado, como se ele fosse o álibi de todos pra nunca mais honrarem a camisa que vestem!

Entendam: Nenhum de vocês têm o direito de derramar sequer uma gota a menos de suor por essa camisa. Nenhuma gota de suor a menos!!! Tenham conquistado os títulos que forem. Não importa.

CORRAM. LUTEM. SUEM. DEEM A VIDA. Fazendo apenas isso, no final do jogo, seja qual for o resultado, vocês terão honrado a camisa da Sociedade Esportiva Palmeiras.

É assim que se entra pra nossa história!

Por fim, diante do que se viu ontem, eu sugiro às nossas torcidas organizadas o rompimento total com esse elenco, até que se defina um rumo nessa porcaria de temporada e voltem a fazer jus ao nosso sagrado apoio!!! Chega de comodismo!!!

Caberia muito bem neste momento aquele protesto do silêncio dentro do estádio, que foi feito em 2015. Pode ser agora, domingo, contra o Vitória.

Estaremos lá…

Avanti.

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